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ORIENTAÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DO INVENTÁRIO
Conhecer os bens culturais que possuímos é fundamental para podermos protegê-los. A inventariação científica e sistemática dos bens culturais da Diocese de Viseu, através de técnicos especializados, constitui um projecto a longo prazo, que se encontra em fase de preparação. Por isso, é fundamental que a breve prazo sejam realizados inventários mais simples. Perante os vários riscos a que o património está sujeito, é absolutamente necessário que as paróquias e as várias instituições do bispado procedam à elaboração de pré-inventários, ainda que sumários, sem a exaustividade e a cientificidade que se perspectiva alcançar no futuro. É indispensável que se faça um registo das peças, descritivo e fotográfico, que contenha os elementos essenciais à sua identificação em caso de furto, e que permita detectar situações de deterioração, que pela sua gravidade imponham intervenções mais rápidas. A inexistência de inventários tem contribuído para dificultar a identificação de objectos furtados. O inventário constitui um instrumento basilar no processo de protecção dos bens culturais, pelo que todos devem conhecer e colaborar na sua execução (párocos, comissões fabriqueiras, mordomos, irmandades, misericórdias, sacristães, etc.). O Departamento dos Bens Culturais da Diocese de Viseu disponibiliza sessões de formação e de demonstração para a elaboração dos pré-inventários.
Recursos necessários para os pré-inventários: Recursos humanos - dois ou três voluntários (que podem ser paroquianos ou técnicos disponibilizados pela autarquia) de confiança, que deverão assinar um termo de responsabilidade e de confidencialidade - colaboração do pároco e dos membros das comissões das fábricas das igrejas
Recursos materiais - Máquina fotográfica (analógica ou digital) - Computador ou fichas de preenchimento manual - Impressora - Papel de impressão - Balança (de preferência digital) - Metro extensível - Escala de 10 cm - Tecido liso e sem brilho - Dossiers
- Devem ser inventariados todos os bens culturais, nomeadamente: retábulos, mobiliário, pinturas, esculturas, alfaias litúrgicas, paramentaria, ourivesaria, livros, azulejos, objectos arqueológicos (ex. aras romanas ou estelas funerárias), etc. - Serão inventariados os objectos que estão ao culto e os que se encontram nas sacristias, arrumos, casas e centros paroquiais e à guarda de particulares. - Para cada objecto deverá ser elaborada uma ficha individualizada (ver modelo disponível em baixo). - O modelo de ficha informatizado ou manual deve ser solicitado ao Departamento dos Bens culturais da Diocese de Viseu. - As fichas devem ser elaboradas em duplicado (ou fotocopiadas), para que um exemplar fique na paróquia ou na instituição e outro seja entregue na Diocese. - As fichas de inventário devem ter uma numeração sequencial. - As fichas manuais devem ser arquivadas em dossiers, com as respectivas fotografias. - As fichas informatizadas devem ser guardadas em suporte informático (CD ou DVD), devidamente identificado e com cópia de segurança, e também em suporte de papel, arquivadas em dossiers. - As peças móveis devem ser cuidadosamente removidas para que sejam pesadas e fotografadas. - As peças que não for possível remover do local para a pesagem devem ser fotografadas in situ num ângulo adequado.
1º Disponha a peça à frente de um fundo neutro e contrastante, utilizando o tecido opaco. 2º Fotografe a peça de frente com a escala de 10 cm aos pés, de lado e, se possível, detrás. Os pormenores que individualizem a peça, como lacunas, assinaturas, marcas, defeitos, etc. devem ser fotografados e registados. 3º Meça a peça em altura, largura e, se possível, em profundidade 4º Pese a peça. 5º Preencha a ficha respectiva da forma mais completa possível. 6º No caso das fichas informáticas, após o seu preenchimento e revisão, imprima dois exemplares. 7º Arquive as fichas, respeitando a numeração sequencial. 8º Guarde um exemplar do inventário na paróquia em local seguro e entregue o outro no Departamento dos Bens Culturais da Diocese de Viseu.
Baseado em: PROJECTO IGREJA SEGURA, - Manual Básico de Segurança. Lisboa: Instituto Superior de Polícia Judiciária e Ciências Criminais, Museu e Arquivos Históricos de Polícia Judiciária, 2004. CARVALHO, Gabriela; ALMEIDA, Anabela – Vade-mécum. Preservação do património histórico e artístico das igrejas. Lisboa: Conferência Episcopal Portuguesa, 2007.
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